Me visitam

fevereiro 18, 2026

 De todas as coisas eu queria pelo menos viver uma das minhas ficções uma vez na vida, eu vivo no campo do platônico, eu aprendi a sobreviver disso, mas as vezes, por um segundo, sinto uma dor indizível pela injustiça de nada disso ser real. Eu crio coisas lindas, mas imaterializaveis, o real não me alcança, não há toque físico, mas a dor é dilacerante. 

Para que eu sinta que estou viva eu vou criando um mundo fictício, eu vivo nele por um período, mas um dia eu acordo e me atiro no chão pra despertar com a dor da inexistência, eu julgo injusta a realidade, mas não sei como transforma-la, eu aceito o que há, me agarro a alguma beleza e sigo fingindo ser como os outros, não que eu seja como os outros, mas simulo.


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