Me visitam

novembro 23, 2010


Eu não detesto as pessoas, não as odeio, acho até que são frágeis e inseguras como eu, eu só não consigo lidar muito bem com as coisas que tornam as pessoas um conjunto e tem um padrão. Sei das mesmas coisas que todas as pessoas sabem mas pra mim, as vezes é difícil lidar com isso.
Sinto-me como uma estranha, na verdade represento mal o papel que a sociedade impõe a cada um de nós, não sei lidar com meus conflitos e no fundo só preciso de um pouco de afeto. As pessoas me assustam, me envergonham, me deixam com medo, mas também acima de tudo me comovem, e com muita frequência, não detesto as pessoas só não sei lidar com o fato de estarmos aqui, assim, a esmo, sem rumo todos perdidos e todos fingido que sabemos pra onde vamos.



Mas para nós, que nos esforçamos tanto e sangramos todo dia sem desistir, envia teu Sol mais luminoso.

novembro 22, 2010


"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de
caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as
coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o
status Quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou
caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los.
Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E,
enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque
as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo,
são as que o mudam."

novembro 18, 2010


Não sei onde mora a felicidade mas estou convencida que a sede
da dor é o plexo solar.Pois quando minha visão mergulhou
no olho pérola da lua, um rombo se abriu naquela região
do meu corpo e me empurrou cinquenta andares para baixo em
questão de segundo,afogando-me em sofrimento.Solucei na rua,
no carro, no cinema(...)
Eu batera no fundo do poço.
O fundo do poço é o momento em que a perda, antes um vulto
esboçado de longe, preenche com nitidez sua dimensão trágica definitiva.
Você está só no mundo, camarada.
À deriva no mar cruel.
Mesmo que tivesse remo, não há terra à vista.
A bússola foi comida pelo oceano.
(...)A história acabou

novembro 16, 2010


O Amor

Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zôo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em enumeráveis noites de estrelas.

Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
─ Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que
doravante
a família
seja:
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.

novembro 15, 2010


Ninguém escolhe ser esquisito a maioria nem percebe que é esquisito até ser tarde demais para mudar. Mas não importa o esquisito que você acabe sendo. As chances são de que ainda existe alguém para você. A não ser que tenham seguido em frente. Porque quando se trata de amor nem os esquisitos podem esperar para sempre.

novembro 13, 2010


(...) de não morrer, de não sufocar: de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz.



Meu futuro anda tão preguiçoso, tenho pressa.

novembro 12, 2010


Sou mestre na arte de falar em silêncio. Toda a minha vida falei calando-me e vivi em mim mesmo tragédias inteiras sem pronunciar uma palavra...

novembro 11, 2010


" - Eu sei o que é gostar de um homem! Você conhece Johnnie Cornish? Fui sua noiva durante três anos. Ele era adorável. Gostava terrivelmente dele... gostava tanto que até doía! Pois bem, ele me deu o fora e casou-se com uma viúva gorducha, com um sotaque nortisa, com três queixos e uma renda mensal de trinta mil. Uma coisa dessa espécie cura o romantismo de qualquer um, não acha?"

novembro 09, 2010


Voltei a pensar em você depois de muito tempo, Por que? Não sei, talvez porque não acabou, porque me doí alguma coisa ainda que o tempo não cura, que a vida não leva e que deixa limpa sua imagem na minha memória e no meu coração.
Não sinto sua falta é verdade, o tempo faz passar a dor e continuar o caminho, penso em você antes de dormir, quando estou sozinha, quando não há mais nada a pensar, não porque sofra mas porque não deixei morrer o que havia entre nós.


"Porque só termina para todo sempre o que foi artificialmente construído".

novembro 08, 2010


“... descobri uma lei sublime, a lei da equivalência das janelas, e estabeleci que o modo de compensar uma janela fechada é abrir outra, a fim de que a moral possa arejar continuamente a consciência”.

novembro 06, 2010


" (...) o destino tanto pode ferir quanto abençoar uma pessoa. Surpreendo-me a perguntar por quê, em meio a tantas pessoas que existem no mundo, tantas que eu poderia ter amado, tinha de me apaixonar justamente por alguém que eu estava destinado a perder."

novembro 05, 2010


"Sempre tive a sensação de mal-estar no mundo, uma sensação de não caber no meu espaço, um desconforto diante de meus pares – eu me pergunto: tenho pares? Eu sabia que em mim há uma mulher que tento esconder ferozmente. Tenho medo que as pessoas identifiquem meus excessos, essa quantidade absurda de pernas e braços que camuflo sob a roupa que visto. O que diriam se soubessem das muitas que vivem em mim e tentam bravamente, numa luta corporal, projetar-se do meu corpo? Tomariam-me por uma aberração?"


Queria saber se é tão fácil ser o outro, porque ser eu é muito difícil, queria antes de julgar poder saber quem é o outro, como ele se sentem em relação ao meu julgamento, queria ser aquele outro, que está enquadrado na classificação que faço, essa, pequena e que dá rótulo a todos, como se fossem sempre da mesma espécie, queria ser o outro quando é preciso decidir quem se é.
Porque as vezes tento ver de outra forma, talvez sobre pouca coisa, pré-conceitos, encaixando cada um a uma teoria absurda, sem qualquer base, apenas com aquilo que sobra em mim, incerteza.
Quero ser o outro pra que quando for eu não me perca pelo caminho que já foi trilhado, apenas porque era o mais fácil, ser o outro é seguir por onde ninguém foi, é estar diante de todos, quero ser o outro para que ele não precise ser como muitos, pra que não haja regra, ser o outro quando doer nele aquilo que faço, ser o outro quando olhar muito rapidamente para ele e concluir qualquer coisa vazia.

Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros

novembro 03, 2010


Estava buscando alguma coisa que doesse em mim, alguma coisa que fizesse com que eu chorasse por muito tempo, que aliviasse, procurei fora de mim, uma lembrança, uma musica, uma dor passada, eu queria chorar apenas, porque talvez assim alguma coisa ia embora.
Tenho me mantido a distancia, deixando os outros determinarem quem sou, mas não posso mais ser só um conceito de alguns, de um grupo, sou mais que isso, só posso ser, quando me calo deixo formarem qualquer opinião a meu respeito, finjo não me importar, mas importa e geralmente doí.
Não deveria doer, porque já sou madura, confiante e já sei quem realmente sou, mas resolvi calar quando tantos outros disseram o que queriam do que eu era, resolvi que seria talvez essa a minha verdade, que estavam certo e já não me importava mais, não é verdade e continua me ferindo o que eles dizem e continua me agredindo sua rejeição, e fazem não por que são mesmo os donos da verdade, fazem pra se sentirem melhores com suas próprias derrotas, pra se sentirem melhores com suas próprias frustrações, sou apenas um canal que deixei ser por muito tempo pra que muitos despejassem sua próprias inseguranças.
Eu já estou ficando amarga porque deixei que dissessem quem eu sou, me fizeram outra pessoa, porque me deixaram creditar que era menor, vocês não sabem mas é devastador o que podem fazer com algumas pessoas quando elas se acham e me posição de inferioridade a um grupo, seja essa inferioridade financeira, intelectual ou de de força, é devastador quando mesmo não havendo qualquer dessas inferioridades te desmontam psicologicamente te fazendo acreditar que há algo inferior em você, para te se submeter a outros.
Não sou quem eles pensam, na verdade nem sei quem sou, me deixei levar esse tempo todo, estou exausta e machucada, mas decido agora tomar as redeas de minha vida, antes que passe tempo demais e nunca chegue a saber quem poderia ter sido.



"Estou com saudade de mim. Ando pouco recolhida, atendendo demais ao telefone, escrevo depressa, vivo depressa. Onde está eu? Preciso fazer um retiro espiritual e encontrar-me enfim -enfim, mas que medo - de mim mesma."

"Nenhum de nós é quem parecemos ser pelo lado de fora.
Mas precisamos manter aparências para sobreviver."