Me visitam

setembro 06, 2011


(…) Quer dizer que as pessoas se entediam e se dedicam a criar hábitos. Nossos concidadãos trabalham muito, mas apenas para enriquecerem. (…) Dirão sem dúvida que nada disso é peculiar à nossa cidade e que, em suma, nada há de mais natural, hoje em dia, do que ver as pessoas trabalharem de manhã à noite e optarem, em seguida, por perder nas cartas, no café e em tagarelices, o tempo que lhes resta para viverem. Mas há cidades e países em que as pessoas, de vez em quando, suspeitam que exista mais alguma coisa. Isso, em geral, não lhes modifica a vida. Simplesmente, houve a suspeita, o que já significa algo. Não é necessário, portanto, definir a maneira como se ama entre nós. Os homens e as mulheres ou se devoram rapidamente, no que se convencionou chamar de ato de amor, ou se entregam a um longo hábito a dois. Por falta de tempo e de reflexão, somos obrigados a amar sem saber.

setembro 03, 2011


LUÍSA – (...) eu chegava à redação depois de dois dias sem te ver, à espera de encontrar em você a mesma saudade, a mesma alegria de me rever... mas você tão altivo, Sérgio! Você me olhava com a expressão de quem sobrevivera magnificamente à minha ausência... e, então, se você me perguntava como tinha sido o meu fim de semana, eu respondia não para te humilhar, mas para mostrar que eu, também, podia me divertir sem você e que, também, podia sobreviver à tua ausência... mas o que eu queria ouvir, nas manhãs de segunda-feira, você nunca disse: eu queria que você dissesse “foi penoso o meu fim de semana, senti muita saudade”... porque o meu fim de semana tinha sido penoso e eu tinha morrido de saudade... você fala das festas... sim, eu ia a muitas festas, mas a vida sem você era apenas um pedaço de angústia... e se eu não podia estar com você, queria pelo menos ter você no meu pensamento o tempo todo... (...) Você jamais disse as frases que eu tinha escrito para você, nada era como eu tinha imaginado...

setembro 02, 2011


"Jerusa dizia que as paixões tem três fases: lírica, trágica e cómica. A lírica define-se pela lucidez e pelo encantamento. - a chamada fase das borboletas, entende? Quando você tem borboletas voando dentro do estômago. (...) A fase trágica, continua Jerusa, é a da concentração obsessiva no ser amado, também conhecida como período do terramoto, quer porque a cidade inteira pode cair sem darmos conta disso, quer porque a mínima decepção é um terramoto; a fase cómica seria a do desmoronamento final. - Como uma pintura cubista. O amado se desfigura diante de nossos olhos, se transforma numa composição dissonante. E aí você não tem nem como chorar. Então o nosso riso é um uivo, enquanto rolam dentro de nós pedras de gelo. Nas paixões brutais essas três fases podem se suceder, num atropelo, em apenas um dia. Jerusa caída à porta de um bar na noite de Lisboa, esgotadas todas as fases.
- Porque é que estou bem mais perto de você do que você de mim?
- Como é que você pode ser tão meu, e não entender isso?

setembro 01, 2011


"Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas... Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor."

agosto 30, 2011


No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.


Passou, tão rápido quanto veio, passou e voltará, por hora me sinto leve, me sinto bem, sem angustia do amor sem fim, sem o sofrimento da rejeição, sem a esperança de ser perfeito, livre.

agosto 29, 2011


Este é um tempo de silêncio.
Tocam-te apenas.
E no gesto
te empobrecem de afeto.
No gesto te consomem.

Tocaram-te, nas tarde,
assim como tocaste,
adolescente,
a superfície parada de umas águas?

Tens ainda nas mãos a pequena raiz,

A fibra delicada que a si se construía em solidão?

agosto 26, 2011


Talvez ele tenha medo de eu não querê-lo, já que não posso tê-lo. Assim. Como éramos. Ele não quer me amar, mas também não quer me perder.

agosto 24, 2011


"Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade. Interrompidas. Um passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro."

agosto 23, 2011


Nós dois, Riobaldo, a gente, você e eu... Por que é que separação é dever tão forte?

agosto 22, 2011


Deus, põe teu olho amoroso sobre todos que já tiveram um amor, e de alguma forma insana esperam a volta dele: Que os telefones toquem, que as cartas finalmente cheguem.

Existe um prazer na dor, existe de certa forma uma busca por essa dor, de alguma forma a dor nos prova que existimos, nos faz sentir a vida mais de perto, eu hoje estou sentindo muita dor, talvez do pior tipo que pode existir, a dor que não tem razão de ser, que não poder ser aliviada, a dor que não pode ser extraída.
Mais uma vez o que doí é o meu coração, da forma mais burra que pode doer, era uma esperança nascendo ali que está morrendo aqui, lenta e dolorosamente a esperança morre dentro de mim, o que sobra depois dela? Não sei se sobra um pouco do que sou.
Esta carta deveria estar endereçada e ter nome próprio desde o inicio, decido me apaixonar, escolha, livre arbítrio, decisão tomada conscientemente, fui alimentada nessa paixão, com reciprocidade das mais cruéis possíveis, o amor é um caminho que não se deve seguir sozinho, nunca se ama suficientemente pelos dois, achei que seria capaz, fui alimentada esse é o fato, por minhas leituras se adaptando, por suas palavras me iludindo fui alimentada, nada mais nos liga, seu voto de silencio me fere.
Foi uma escolha, eu era a mais difícil delas, era uma escolha e eu estava mais longe, você sempre volta pra mim, de alguma forma, daqui a mil anos você vai voltar, o que muda a gente é o cansaço e não me vejo tão cansada assim a tanto tempo, você brinca deliberadamente com sentimentos que desconhece, pra você é só uma escolha, pra mim era a vida toda modificado se você quisesse, você trata como um jogo algo que é de uma tremenda importância e você nunca vai entender o que se passa aqui, é só uma escolha pra você, pra mim é dor de rejeição pela enesima vez.
De agora em diante terei vergonha de dizer que te amo, terei de inventar outro amor pra seguir vivendo, terei de inventar mil desculpas para encobrir o que foi dito, fingirei ser mais forte, mais esperta, mais experiente, ninguém vai me ver chorar no chão do banheiro, ninguém vai notar que eu sorrio sem vontade, mudarei o nome que tinha escolhido para nossos filhos, vou guardar uma foto tua para cultivar a dor para sempre, você será o álibi da minha loucura.
Voce nunca vai saber que foi amado assim, tão usado quanto eu, usado por mim, pra justificar minha melancolia, minha solidão, minha escrita feia e carregada, meu cinismo, minha falta de fé, o suicidio, eu te usei tanto quanto voce a mim, a diferença é que quem vai continuar sangrando serei eu.
Inventaram muita coisa que não sei se existe, não sei também se eu vou conseguir viver sem essas coisas, invetaram muitas justificativas para o sofrimento, sem essas justificativas ele não faz sentido mas continua a existir, invetei a dor que sinto agora, eu sabia que o fim era esse.

agosto 21, 2011




Quando os hormônios de um homem estão à solta, ele jura amor eterno. Isso gerou resmas e resmas de poemas ao longo das eras: o amor profundo como o oceano ou seja lá o que for. Mas o homem que ama desse jeito só existe em histórias. O homem real alega que ainda não conheceu a mulher digna dessa emoção. E é um especialista em utilizar as fraquezas da mulher para dominá-la. Algumas palavras de amor ou elogio mantêm algumas mulheres felizes por muito tempo, mas é tudo uma ilusão.


Ando tão apaixonada, que não consigo parar de ouvir a mesma música, tenho vontade de chorar o tempo todo, minha barriga esta em eterno looping, tem sol lá fora agora e tenho a imensa vontade de sair rindo por ai. Semana passada estava certa do suicídio, o amor me salva sempre que preciso ser salva, o objeto desse amor, um homem , esse nunca entenderá o poder desse sentimento em uma mulher, fomos feitas para amar e isso não implica necessariamente sermos correspondidas.

agosto 19, 2011


Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love


E vai lá toda minha Adele pra pra voce, todas as musicas falam do nosso amor, amor?
Quando penso nesses sentimentos que se confundem em minha cabeça, percebo que te criei dentro de uma realidade paralela, percebo que voce nem existe assim para mais ninguém. Existes tanto pra mim, te sinto tanto, tua presença chega a incomodar quem de mim se aproxima, ocupo o espaço de dois, não comungo com outros, não percebo seus atos, não vivo entre eles, vivo pra nós.
Me salva teu amor, o meu amor por ti, me salva da total falta de sentido, me salva da ira e da realidade, me salva de um destino triste e verdadeiro, não sei se sentes, ha uma energia em mim criada só para voce, ha um sentimento em mim que tem forma, volume e densidade, espero que te alcance de alguma forma, que quando te chame me ouças, que quando te queira perceba, que não possas fugir de algo que é teu.

agosto 18, 2011


- “Estou com tanto medo.” E eu perguntei: “Por que?” - “Porque estou me sentindo profundamente feliz, Dr. Rasul. E uma felicidade assim é assustadora.” Voltei a perguntar porque, e ela prosseguiu: - “Só permitem que alguém seja assim tão feliz se estão se preparando pra lhe tirar algo.”

É assim que me comporto diante de uma felicidade, a vida deve estar brincando comigo.

agosto 17, 2011


"Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?"

agosto 16, 2011


“Como vai a minha comédia? Vai andando. É a eterna história dos meus fantasmas. Uns são amáveis, outros brutais, maus, outros são alegres, e ainda outros idiotas, frios, angustiados. Eles se conjuram cada vez mais contra mim, são misteriosos, ambíguos, estranhos, por vezes até ameaçadores. A vida é assim. Um dia tenho ao meu lado um amável companheiro proporcionando pontos de vista, fantasias, para depois, pouco a pouco, se transformar, tornando-se ameaçador, cruel.”


Completamente acompanhada, dos mais diversos fantasmas, feita exatamente do que eles me deixam ser, nunca sei quem estará lá, buscando uma forma nova de conviver com esses que não me largarão jamais, que fazem quem eu sou.