Me visitam

setembro 10, 2011


No templo há uma poesia chamada “A Perda”, entalhada na pedra. Ela consiste de 3 palavras que foram rasuradas pelo poeta. Não se pode ler “A Perda”. Só senti-la.

setembro 09, 2011

Muitas pessoas morreriam para ver essas coisas. Agora parece que nós vamos.
- Isso parece quebrado.
- É, olha quem está falando.
- Por dentro.
- Então, você gosta de arte?
- Não parece certo.
- Não é questão de parecer certo. Arte tem a ver com sentir que é certo, e você… não tem a mínima idéia do que estou falando.
- Ela faz com que me sinta… estranha.
- Isso é porque esses outros caras… Eles pintaram o que viram. Mas este cara, ele pintou o que é. É para isso que serve a arte: para mostrar quem somos. Este aqui, está dizendo como começamos inteiros, então em algum ponto do caminho, os pedaços começam a escorregar. Ficamos estragados.
- Isso é triste.
- Não, é fraco.

Freqüentemente examino meu rosto com atenção no espelho. Parece liso de juventude, mas eu sei que tem as cicatrizes da experiência: é despido de vaidade e muitas vezes mostra dois vincos fundos na testa, sinais do terror que sinto dia e noite. Meus olhos não têm nada do brilho ou da beleza dos olhos de uma garota. No fundo deles há um coração que se debate. Dos meus lábios machucados foi raspada toda a esperança de sensação; minhas orelhas, fracas por causa da constante vigilância, nem agüentam um par de óculos; meu cabelo, que deveria brilhar de saúde, não tem vida, por causa da preocupação. É esse o rosto de uma garota de dezessete anos? O que são as mulheres, exatamente? Os homens devem ser classificados na mesma espécie que as mulheres? Porque é que eles são tão diferentes? Livros e filmes podem dizer que é melhor ser mulher, mas não consigo acreditar. Nunca achei que isso fosse verdade e jamais vou achar.

setembro 08, 2011



"O maior engano do espírito é acreditarmos nas coisas porque queremos que elas aconteçam, e não porque tenhamos visto que elas existem de facto."

Eu tenho de entender que não te amo, eu te desejo mais que tudo, mas não te amo, quando eu era pequena eu desejava mais do que tudo um par de patins, eu nunca ganhei um, mas desejei forte e sinceramente por muitos anos esses patins, hoje eles não me fazem falta, nem sei por que os queria tanto naquela epoca, sei apenas que não amava os patins, eu os desejava.

Amor é uma coisa muito diferente disso, acho que assusta essa ideia de amor por uma pessoa tão distante e diferente de mim, amor é o que eu sinto por meus irmãos, minha mãe, meus amigos, desenvolvido lentamente o amor é mais pegajoso, é mais persistente, ele resiste a verdades ditas na cara, a decepções, a uma vida sem patins.

Eu desejo voce, e agora pensando bem, assim como o par de patins, voce não faz nenhum sentido na minha vida, na verdade nunca aprendi a andar de patins, nunca aprenderia a lidar contigo tambem, tem muitos perigos que deixei de correr não tendo um patins, tem muitos perigos que não quero correr tendo voce.

Eu te desejo, nunca te amei, voce morre e nasce na minha vida de acordo com minha falta de satisfação, voce sempre voltará, até um dia em que já não acharei tão legal andar de patins por ai, vai ter um dia em que me perguntarei de onde veio esse desejo incoerente de ter uma coisa que eu nunca saberia usar direito, nesse dia voce não existirá mais pra mim, nesse dia trocarei as rodinhas de um brinquedo de criança por Louboutin.


setembro 06, 2011


(…) Quer dizer que as pessoas se entediam e se dedicam a criar hábitos. Nossos concidadãos trabalham muito, mas apenas para enriquecerem. (…) Dirão sem dúvida que nada disso é peculiar à nossa cidade e que, em suma, nada há de mais natural, hoje em dia, do que ver as pessoas trabalharem de manhã à noite e optarem, em seguida, por perder nas cartas, no café e em tagarelices, o tempo que lhes resta para viverem. Mas há cidades e países em que as pessoas, de vez em quando, suspeitam que exista mais alguma coisa. Isso, em geral, não lhes modifica a vida. Simplesmente, houve a suspeita, o que já significa algo. Não é necessário, portanto, definir a maneira como se ama entre nós. Os homens e as mulheres ou se devoram rapidamente, no que se convencionou chamar de ato de amor, ou se entregam a um longo hábito a dois. Por falta de tempo e de reflexão, somos obrigados a amar sem saber.

setembro 03, 2011


LUÍSA – (...) eu chegava à redação depois de dois dias sem te ver, à espera de encontrar em você a mesma saudade, a mesma alegria de me rever... mas você tão altivo, Sérgio! Você me olhava com a expressão de quem sobrevivera magnificamente à minha ausência... e, então, se você me perguntava como tinha sido o meu fim de semana, eu respondia não para te humilhar, mas para mostrar que eu, também, podia me divertir sem você e que, também, podia sobreviver à tua ausência... mas o que eu queria ouvir, nas manhãs de segunda-feira, você nunca disse: eu queria que você dissesse “foi penoso o meu fim de semana, senti muita saudade”... porque o meu fim de semana tinha sido penoso e eu tinha morrido de saudade... você fala das festas... sim, eu ia a muitas festas, mas a vida sem você era apenas um pedaço de angústia... e se eu não podia estar com você, queria pelo menos ter você no meu pensamento o tempo todo... (...) Você jamais disse as frases que eu tinha escrito para você, nada era como eu tinha imaginado...

setembro 02, 2011


"Jerusa dizia que as paixões tem três fases: lírica, trágica e cómica. A lírica define-se pela lucidez e pelo encantamento. - a chamada fase das borboletas, entende? Quando você tem borboletas voando dentro do estômago. (...) A fase trágica, continua Jerusa, é a da concentração obsessiva no ser amado, também conhecida como período do terramoto, quer porque a cidade inteira pode cair sem darmos conta disso, quer porque a mínima decepção é um terramoto; a fase cómica seria a do desmoronamento final. - Como uma pintura cubista. O amado se desfigura diante de nossos olhos, se transforma numa composição dissonante. E aí você não tem nem como chorar. Então o nosso riso é um uivo, enquanto rolam dentro de nós pedras de gelo. Nas paixões brutais essas três fases podem se suceder, num atropelo, em apenas um dia. Jerusa caída à porta de um bar na noite de Lisboa, esgotadas todas as fases.
- Porque é que estou bem mais perto de você do que você de mim?
- Como é que você pode ser tão meu, e não entender isso?

setembro 01, 2011


"Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas... Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor."

agosto 30, 2011


No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.


Passou, tão rápido quanto veio, passou e voltará, por hora me sinto leve, me sinto bem, sem angustia do amor sem fim, sem o sofrimento da rejeição, sem a esperança de ser perfeito, livre.

agosto 29, 2011


Este é um tempo de silêncio.
Tocam-te apenas.
E no gesto
te empobrecem de afeto.
No gesto te consomem.

Tocaram-te, nas tarde,
assim como tocaste,
adolescente,
a superfície parada de umas águas?

Tens ainda nas mãos a pequena raiz,

A fibra delicada que a si se construía em solidão?

agosto 26, 2011


Talvez ele tenha medo de eu não querê-lo, já que não posso tê-lo. Assim. Como éramos. Ele não quer me amar, mas também não quer me perder.

agosto 24, 2011


"Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade. Interrompidas. Um passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro."

agosto 23, 2011


Nós dois, Riobaldo, a gente, você e eu... Por que é que separação é dever tão forte?

agosto 22, 2011


Deus, põe teu olho amoroso sobre todos que já tiveram um amor, e de alguma forma insana esperam a volta dele: Que os telefones toquem, que as cartas finalmente cheguem.

Existe um prazer na dor, existe de certa forma uma busca por essa dor, de alguma forma a dor nos prova que existimos, nos faz sentir a vida mais de perto, eu hoje estou sentindo muita dor, talvez do pior tipo que pode existir, a dor que não tem razão de ser, que não poder ser aliviada, a dor que não pode ser extraída.
Mais uma vez o que doí é o meu coração, da forma mais burra que pode doer, era uma esperança nascendo ali que está morrendo aqui, lenta e dolorosamente a esperança morre dentro de mim, o que sobra depois dela? Não sei se sobra um pouco do que sou.
Esta carta deveria estar endereçada e ter nome próprio desde o inicio, decido me apaixonar, escolha, livre arbítrio, decisão tomada conscientemente, fui alimentada nessa paixão, com reciprocidade das mais cruéis possíveis, o amor é um caminho que não se deve seguir sozinho, nunca se ama suficientemente pelos dois, achei que seria capaz, fui alimentada esse é o fato, por minhas leituras se adaptando, por suas palavras me iludindo fui alimentada, nada mais nos liga, seu voto de silencio me fere.
Foi uma escolha, eu era a mais difícil delas, era uma escolha e eu estava mais longe, você sempre volta pra mim, de alguma forma, daqui a mil anos você vai voltar, o que muda a gente é o cansaço e não me vejo tão cansada assim a tanto tempo, você brinca deliberadamente com sentimentos que desconhece, pra você é só uma escolha, pra mim era a vida toda modificado se você quisesse, você trata como um jogo algo que é de uma tremenda importância e você nunca vai entender o que se passa aqui, é só uma escolha pra você, pra mim é dor de rejeição pela enesima vez.
De agora em diante terei vergonha de dizer que te amo, terei de inventar outro amor pra seguir vivendo, terei de inventar mil desculpas para encobrir o que foi dito, fingirei ser mais forte, mais esperta, mais experiente, ninguém vai me ver chorar no chão do banheiro, ninguém vai notar que eu sorrio sem vontade, mudarei o nome que tinha escolhido para nossos filhos, vou guardar uma foto tua para cultivar a dor para sempre, você será o álibi da minha loucura.
Voce nunca vai saber que foi amado assim, tão usado quanto eu, usado por mim, pra justificar minha melancolia, minha solidão, minha escrita feia e carregada, meu cinismo, minha falta de fé, o suicidio, eu te usei tanto quanto voce a mim, a diferença é que quem vai continuar sangrando serei eu.
Inventaram muita coisa que não sei se existe, não sei também se eu vou conseguir viver sem essas coisas, invetaram muitas justificativas para o sofrimento, sem essas justificativas ele não faz sentido mas continua a existir, invetei a dor que sinto agora, eu sabia que o fim era esse.

agosto 21, 2011




Quando os hormônios de um homem estão à solta, ele jura amor eterno. Isso gerou resmas e resmas de poemas ao longo das eras: o amor profundo como o oceano ou seja lá o que for. Mas o homem que ama desse jeito só existe em histórias. O homem real alega que ainda não conheceu a mulher digna dessa emoção. E é um especialista em utilizar as fraquezas da mulher para dominá-la. Algumas palavras de amor ou elogio mantêm algumas mulheres felizes por muito tempo, mas é tudo uma ilusão.


Ando tão apaixonada, que não consigo parar de ouvir a mesma música, tenho vontade de chorar o tempo todo, minha barriga esta em eterno looping, tem sol lá fora agora e tenho a imensa vontade de sair rindo por ai. Semana passada estava certa do suicídio, o amor me salva sempre que preciso ser salva, o objeto desse amor, um homem , esse nunca entenderá o poder desse sentimento em uma mulher, fomos feitas para amar e isso não implica necessariamente sermos correspondidas.