Me visitam

novembro 26, 2011


" O ímpeto de crescer e viver intensamente foi tão forte em mim que não que não consegui resistir a ele. Enfrentei meus sentimentos. A vida não é racional; é louca e cheia de mágoa. Mas não quero viver comigo mesma. Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal. Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos, beber um Benedictine ardente. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntimas delas. Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela. Eu estava esperando. Está é a hora da expansão, do viver verdadeiro. Todo o resto foi uma preparação. A verdade é que sou inconstante, com estímulos sensuais em muitas direções. Fiquei docemente adormecida por alguns séculos, e entrei em erupção sem avisar."

Que eu entre logo em erupção...

novembro 21, 2011


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço, e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."

novembro 16, 2011


A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia. Somos pra sempre.

novembro 15, 2011


Conte, conte, o universo é feito de histórias, não de átomos".

novembro 12, 2011


"Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Por que isso me era tão difícil?".

novembro 09, 2011


"(...) tontos de amor não dado".

novembro 06, 2011


“(...) mas sou feita de tão pouca coisa e meu equilíbrio é tão frágil que eu preciso de um excesso de segurança para me sentir mais ou menos segura."



Meu tratamento com placebo está perdendo o efeito, sinto que começa me faltar o chão mais uma vez, meus medos me paralisam , meu coração acelerado faz minha mente girar. Estou em pânico, minhas mão tremulas e frias denunciam meu descontrole, meu pulso rápido precipita minhas atitudes, corro em direção a um porto que não enxergo, sinto medo de estar só mais uma vez.
Estou dentro de mim, fazendo um esforço para não fugir, estou presa a alguma forma de conforto e de ilusão que me faz ficar parada, achado que nada de mal me acontecerá, mudo meu foco, alimento-me de bons pensamentos, procuro não viver a realidade, ela muda meu eixo, me seguro, todos crêem que estou a salvo, o precipício me espia, me seduz, todos os dias tira algo de minhas mãos.

novembro 01, 2011


Sabe quando você era uma garotinha e acreditava em contos de fadas? Aquela fantasia de como sua vida seria - o vestidinho branco, o Príncipe Encantado que iria te carregar até o castelo. Você se deitava na cama à noite, fechava os olhos e acreditava piamente em tudo. No Papai Noel, na Fada dos Dentes, no Príncipe Encantado - eles estavam tão perto de você que dava para sentir o gostinho deles. Mas aí você cresce e um dia você abre os olhos e o conto de fadas desaparece. A maioria das pessoas acabam então se dedicando às coisas e às pessoas em que confiam. Mas o lance é que é difícil se desprender totalmente de um conto de fadas porque quase todo mundo tem um tiquinho de fé e esperança que uma dia eles vão abrir os olhos e tudo aquilo vai se tornar realidade.
Ao final de um dia, a fé se torna uma coisa engraçada. Ela aparece quando você menos espera. É como se, um dia qualquer, você percebesse que o conto de fadas é um pouco diferente do seu sonho. O castelo pode não ser bem um castelo. E que não é tão importante ter um "felizes para sempre" e sim um "felizes nesse exato momento". E, uma vez ou outra, as pessoas podem até de deixar sem fôlego...

outubro 31, 2011


Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa

outubro 28, 2011


― Alguém disse uma vez que no momento em que paramos a pensar se gostamos de alguém, já deixamos de gostar dessa pessoa para sempre.

outubro 27, 2011


Sou filho da descrença e da dúvida, até ao presente e mesmo até à sepultura. Que terrível sofrimento me causou, e me causa ainda, a sede de crer, tanto mais forte na minha alma quanto maior é o número de argumentos contrários que em mim existe!

Sabe esse não é mais um ano como os outros, é para ser um ano diferente, mais tranquilo apesar das lutas já agendadas, é para ser um ano mais alegre, apesar das nuvens que sempre vem nos visitar nossos dias ensolarado, é para se ter esperança, qualquer que seja ela.
Sinceramente apesar de poder ver toda a verdade que há, toda desilusão que o mundo nos faz provar, eu realmente preciso me segurar no belo, no sutil, no lado positivo, é de esperança que eu preciso, pra vencer meus medos, para dar sentido aos meus dias, para não desabar de cansaço.
Eu conheço todos os argumentos da razão, mas é preciso despir-me desse meu orgulho e me dar ao luxo de crer no invisível de vez em quando, para não e me perder nesse vazio que é a vida, pra não para quando é preciso seguir, por curiosidade, por amor, por ser a única chance de experimentar desses sabores, pra conhecer todas as pessoas, pra duvidar desse destino, pra não ter nenhum controle e me surpreender, sempre.
Se eu estiver errada só eu mesma saberei ou não, se eu estiver errada a vida me corrige, quero uma vida mais fácil, mais leve, mais minha, sem certezas e com todo a fé que possa haver.

outubro 25, 2011


E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.

outubro 20, 2011

Por 2012


Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.


Estive distante uns dias, férias talvez, eu nem lembro onde eu fui, nem sei se realmente eu vivi, estive dormindo sem sonho, acordando sem vida, estive cansada esses dias, cansada de não fazer nada. O ano finalmente chega ao FINAL, sem dor, sem mágoa, vou pensar que tudo aconteceu pra que eu esteja finalmente mais preparada pro que virá, e virá algo novo eu sei.
Para que meu ano seja melhor do que este, pra que eu seja uma pessoa melhor do que está, pra que eu aprenda a lidar melhor com a vida, com os problemas que vida me traz, com as pessoas que a vida me apresenta, por um 2012 feito exclusivamente por mim, pra que eu faça dele uma ano bom, das minhas resoluções para o ano novo a primeira é que eu mesma serei a guardiã do meu destino, do meu humor, do meu ponto de vista, sem comparações, sem ressentimentos, sem tantos rodeios.
Por um 2012 realmente transformador, é hora de virar borboleta, seguir viagem, sem esquecer de olhar pra trás e admitir que o que aconteceu não tem mais volta, mas o que eu aprendo com o que passou fará a pessoa que serei, por um 2012 em que eu me preocupe em construir mais coisas e não só em analisar situações, que eu me envolva mais com pessoas e que não tema as marcas que elas me deixarão, que eu consiga ver a verdade, não sinta apenas pena de mim, que eu abra o coração pra aprender o que tiver que ser aprendido, que seja um ano de evolução pessoal.
Por um ano em que eu finalmente seja a útil a alguém, a todos, a mim mesma, que eu finalmente entenda que não posso mudar o mundo e que isso não paralise meu ideal, que eu consiga caminhar com a mente aberta, que compreenda que nunca saberei o suficiente para não errar, que me contente em ser quem eu sou, que aceite o que eu sou, que eu realize pelo menos um dos meu desejos, que eu aprenda a dançar.

outubro 18, 2011

Joguei fora e lamentei. Sempre lamentamos ter jogado fora em certo momento da vida. Mas, se não jogamos fora, se não nos separamos, se queremos guardar o tempo, podemos passar a vida arrumando, arquivando nossa vida


Este ano eu disse pra alguém que eu o amava, eu disse sim, com muito receio, com medo de me machucar, com toda a cautela que se deve tem quando se declara sentimentos a alguém, eu arrisquei alto, eu perdi. Eu me joguei em um sentimento porque eu acreditei que ele era mais forte que tudo, eu achei que ele pudesse vencer qualquer barreira, que pudesse transmitir sensações, que soubesse interpretar palavras, eu estava enganada.
Se você me perguntar se depois de tudo isso eu deixei de acreditar, vou lhe ser sincera, sim, eu deixei de acreditar, foi frustrante, doloroso, humilhante, mas eu também aprendi que há uma coisa maior que o amor, há uma coisa que não sou eu que controlo, deve ser algum mecanismo que a vida criou pra que não desistíssemos assim tão fácil, há uma certa esperança em tudo ficar melhor.Essa esperança nos move, sem deixar que a certeza de um passado triste, nos impeça de crer em um futuro melhor, ela se instala até me corações como o meu, que já foram adaptados a solidão, que se habituaram a não ter fé, que não se comovem com facilidade.
Eu disse a alguém que eu o amava e não recebi um eu também de volta, mas eu estou livre desse sentimento em mim, eu estou livre de guardar algo até um dia em que já não seja tão bom quanto me parecia, eu tirei ele de mim e entreguei a quem devia, não sou mais responsável pelo que o outro fez com ele, eu me livrei da dúvida.
Eu me livrei de muita coisa esse ano, eu sou e estou outra, renovada como só a vida é capaz de me fazer, eu tenho esperança em uma coisa muito melhor, em amadurecimento, em confiança, em reciprocidade, eu tenho esperança de que o amor não seja apenas uma dor, que ele um dia seja leve, e que me transforme mais quantas vezes forem necessárias.

outubro 17, 2011


Mas ao contrário daquela vez não sentiu agora a comoção do amor e sim o abismo do desencanto. Num instante teve a revelação completa da magnitude do próprio engano, e perguntou a si mesma, aterrada, como tinha podido incubar durante tanto tempo e com tanta ferocidade semelhante quimera no coração.