Me visitam

abril 30, 2010


Vi Alice enfim, beleza, cor e é claro Depp, faltou alguma coisa, minhas expectativas estavam muito altas mas era o que tinha pra hoje, minhas expectativas andam muito altas pra tudo porque tem muita coisa me entendiando logo no inicio.


''...mas Alice estava tão acostumada a só esperar por coisas extraordinárias,que então lhe parecia meio tolo e tedioso que a vida continuasse de modo comum.''

abril 29, 2010

Desculpe-me mas é isso o que somos


Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar. Não tivemos Grande Guerra, não tivemos Grande Depressão. Nossa grande guerra é a guerra espiritual, nossa grande depressão é a nossa vida. Fomos criados pela televisão para acreditar que um dia seríamos ricos, estrelas de cinema e da globo. Mas não seremos. E estamos aos poucos aprendendo isso. E estamos muito , muito revoltados. ( O clube da luta)

abril 27, 2010


A presença de um pensamento é como a presença de quem se ama. Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento e que nunca seremos indiferentes à nossa amada. Só que longe dos olhos, longe do coração! O mais belo pensamento corre o perigo de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito, assim como a amada pode nos abandonar se não nos casamos com ela.

Tenho pensamentos muito bonitos que me escapam as vezes meio as avessas, falta sempre alguma coisa, eu escrevo aqui alguns deles que passeiam dentro da minha cabeça confusa, a Alice aquela do pais das maravilha disse que antes do café da manha pensa em seis coisas impossíveis, eu vejo antes do jantar todos os dias muitos mais coisas possíveis e sempre encontro beleza em cada uma delas, viver doí um pouco, viver e extremamente perigoso, mas viver é tão bonito que chego a duvidar que haja coisa maior que isso, a vida.

abril 26, 2010








"Parecia muito fácil matar-me em um acesso de desespero. Era bastante fácil fazer-me de mártir. Mais difícil era não fazer nada. Suportar a vida. Esperar".

abril 24, 2010

Eu espero acordar e saber a resposta


Não importa quantos planos traçamos, ou quantos passos seguimos, nunca sabemos como o dia irá acabar. Preferiríamos saber, é claro, quais bolas curvas serão jogadas para nós. São os acidentes que sempre acabam sendo a parte mais interessante dos nossos dias, da nossa vida. As pessoas que nunca esperávamos que aparecessem, o desfecho dos eventos que nunca teríamos escolhido. De repente, você se vê num lugar que nunca esperou estar, ou é legal ou leva um tempo para se acostumar. Mesmo assim, você sabe que irá gostar dele, em determinado momento. Então, cada noite você dorme pensando no amanhã, examinando seus planos, preparando as listas, e esperando que quaisquer acidentes que surjam sejam bons acidentes.


Acidentes acontecem, você um dia irá gostar deles?
Juro, todos os dias eu acordo e me convenso que sim, eu juro todas as noites as mesmas dúvidas voltam.

abril 22, 2010

Olhai os lirios do campo


"Meu querido: o Dr. Teixeira Torres acha que a intervenção deve ser feita imediatamente e daqui a pouquinho tenho que ir para o hospital. Não sei por que me veio a idéia de que posso morrer na mesa de operações e aqui estou te escrevendo porque não me perdoaria a mim mesma se fosse embora desta vida sem te dizer umas quantas coisas que não te diria se estivesse viva.

Há pouco sentia dores horríveis, mas agora estou sob ação da morfina e é por isto que encontro alguma tranqüilidade para conversar contigo. Mas estarei mesmo tranqüila? Acho que sim. Decerto é a esperança de que tudo corra bem e que daqui a quinze dias eu esteja de novo no meu quarto, com a nossa filha, e meio rindo e meio chorando venha reler e rasgar esta carta, que então me parecerá muito tola e ao mesmo tempo muito estranha.

Quero falar de ti. Lembra-te daquela tarde em que nos encontramos nas escadas da faculdade? Mal no conhecíamos, tu me cumprimentaste com timidez, eu te sorri um pouco desajeitada e cada qual continuou o seu caminho. Tu naturalmente me esqueceste no instante seguinte, mas eu continuei pensando em ti e não sei por que fiquei com a certeza de que ainda haverias de ter uma grande, uma imensa importância na minha vida. São pressentimentos misteriosos que ninguém sabe explicar.

Hoje tens tudo quanto sonhava: posição social, dinheiro, conforto, mas no fundo te sentes ainda bem como aquele Eugênio indeciso e infeliz, meio desarvorado e amargo que subia as escadas do edifício da faculdade, envergonhado de sua roupa surrada. Continuou em ti a sensação de inferioridade (perdoa que te fale assim), o vazio interior, a falta de objetivos maiores. Começas agora a pensar no passado com uma pontinha de saudade, com um pouquinho de remorso. Tens tido crises de consciência, não é mesmo? Pois ainda passarás horas mais amargas e eu chego até a amar o teu sofrimento, porque dele, estou certa, há de nascer o novo Eugênio.

Uma noite me disseste que Deus não existia porque em mais de vinte anos de vida não O pudeste encontrar. Pois até nisso se manifesta a magia de Deus. Um ser que existe mas é invisível para uns, mal e mal perceptível para outros e duma nitidez maravilhosa para os que nasceram simples ou adquiriram simplicidade por meio do sofrimento ou duma funda compreensão da vida. Dia virá em que em alguma volta de teu caminho há de encontrar Deus. Um amigo meu, que se dizia ateu, nas noites de tormenta desafiava Deus, gritava para as nuvens, provocando o raio. Deus é tão poderoso que está presente até nos pensamentos dos que dizem não acreditar na sua existência. Nunca encontrei um ateu sereno. Eles se preocupam tanto com Deus como o melhor dos deístas.

O argumento mais fraco que tenho contra o ateísmo é que ele é absolutamente inútil e estéril; não constrói nada, não explica nada, não leva a coisa nenhuma.

Se soubesses como tenho confiança em ti, como tenho certeza na tua vitória final...

Deixo-te Anamaria e fico tranqüila. Já estou vendo vocês dois juntos e muito amigos na nova vida, caminhando de mãos dadas. Pensa apenas nisto: há nela muito de mim e principalmente muito de ti. Anamaria parece trazer escrito no rosto o nome do pai. É uma marca de Deus, Genoca, compreende bem isto. Vais contunuar nela: é como se te fosse dado modelar, com o barro de que foste feito, um novo Eugênio.

Quando eu estava ainda em Nova Itália. Li muitas vezes o teu nome ligado ao do teu sogro em grandes negócios, sindicatos, monopólios e não sei mais quê. Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?

Quero que abra os olhos, Eugênio, que acorde enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com uma tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo que não trabalham nem fiam, e no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.

Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.

Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo devia viver narcotizado pela esperança da felicidade na “outra vida”. Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.

Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.

E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim, à aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar.

Precisamos, portanto, de criaturas de boa vontade. E de homens fortes como esse teu amigo Filipe Lobo, que seria um campeão de nossa causa se orientasse a sua ambição, o seu ímpeto construtor e a sua coragem num sentido social e não apenas egoisticamente pessoal.

Não sei, querido, mas acho que estou febril. Este entusiasmo, portanto, vai por conta da febre.

Ouço agora um ruído. Deve ser a ambulância que vem me buscar. Senti um calafrio e parece que minha coragem teve um pequeno desfalecimento. Estás vendo o tremor de minha letra? É que sou humana, Genoca, profundamente humana, tão humana que te confesso corando um pouco (apesar dos trinta anos e da profissão) que antes de ir para o hospital eu quisera beijar-te muito e muito.

Anamaria fica com D. Frida. Sei que depois, se eu morrer, virás buscá-la para a nova vida.

Reli o que acabo de escrever. Estou fazendo um esforço danado para não chorar. Tolice! Espero que tudo corra bem e que dentro de duas semanas eu esteja queimando esta carta que já agora me parece um pouco melodramática.

Antes que me esqueça: na gaveta da cômoda há um maço de cartas que te escrevi de Nova Itália expressamente para “não te mandar”. Agora pode lê-las todas. Não encontrarás nada do meu passado, do qual nunca te falei e sobre o qual tiveste a delicadeza de não fazer perguntas. É pena. Gostaria que soubesses tudo, que visses como minha vida já foi feia e escura e como lutei e sofri para encontrar a tranqüilidade, a paz de Deus.

Adeus. Sempre aborreci as cartas de romance que terminam de modo patético. Mas permite que eu escreva.

Tua para a eternidade.

Olívia"

"Há muito tempo não sentia uma revolta como estou sentindo hoje. E não é contra Jesus, mas contra minha própria incompêtencia de não conseguir ter força de vontade suficiente para realizar meus sonhos.

É tão possível, esta aqui junto de mim, gritando todos os dias, faça alguma coisa você consegue, e eu aqui tão medíocre incapaz de mover sequer a bunda da cadeira e admitir a minha insatisfação, as vezes eu me odeio.

Tempo


"O dia passara como normalmente passam os dias: eu o havia desperdiçado, dissipiado suavemente, com minha primitiva e arredia maneira de ser..."




E nisso passou um mês, passou um verão, um semestre, um, dois e três anos, agora só me resta achar que passou tempo demais já não estou mais com idade de seguir atrás de um sonho que nem sei se é mesmo meu.

abril 21, 2010

Na vida


Há o medo, medo de como as pessoas vão te encarar lá fora, medo de como elas irão julgar teu comportamento infantil, quando nunca poderão saber que atrás daquilo que você aparenta ser tem aquilo que você é, e te faz sentir mal porque você parece ser tão pouco e pequeno diante da segurança de todos.
Há o desconforto de nem você mesmo entender porque age as vezes se importando tanto com que tipo de imagem farão de você, quando no fundo ninguém jamais se importará com todas as lágrimas que já chorou, com todos os erros que perdoou, ou quantas vezes você já parou pra pedir pela vida de quem te faria falta.
Há ainda aquilo que você não precisa, aquilo que fazem você acreditar que é vital, umas festa das quais você precisa participar pra ser da turma, uns uniformes que você tem usar pra parecer interessante, umas musicas que agridem teus ouvidos mas e preciso decorar a letra pra cantar em coro.
Não vivemos mais um ditadura militarista, não se engane, somos vitimas de nós mesmos, da falta de visão que temos quando nos olhamos no espelho e procuramos alguém parecido, igual a todos, um padrão quando é impossível padronizar a vida, quando cada um tem uma história ou melhor um ponto de vista diferente as vezes da mesma história, as vezes eu só queira um tempo, um botão de pause pra organizar minhas ideias e ver as coisas menos nessa marcha onde todos nos movemos no mesmo instante e ninguém mais consegue ver uma coisa de cada vez e tudo se torna um, o padrão está alto demais e eu já não sou compatível, não vou alcançar sorry.







"Há cento e trinta anos, depois de visitar o país das maravilhas, Alice entrou num espelho para descobrir o mundo ao avesso. Se Alice renascesse em nossos dias, não precisaria atravessar nenhum espelho: bastaria que chegasse à janela."

Ah, ela abriu o coração enquanto posava, e seu coração não era um lugar bonito. Fedia a abandono. Tudo o que ela sonhara na infância fora destruído na vida adulta".

abril 17, 2010


Todos os dias quando subo a rua do meu trabalho, alguém me presenteia com um papel perfumado, costumo colocar esse papel no bolso pra que seu perfume me acompanhe, acho muito bonito isso, sei bem quais são os motivos reais do presente, mas ludicamente poderia dizer que a moça sempre traz um sorriso no rosto, e que bonita é sua função, porque as pessoas fecham os olhos, sentem o perfume do papel, sorriem e seguem.
A moça do perfume é como a vendedora de flores, o vendedor de algodão doce, o moço do realejo, o malabarista do sinal, crianças fantasiadas de fadas ou super heróis, a moça do perfume e todos os outros são como o arco-íris num dias de chuva, nos fazem parar por alguns segundos de acreditar que a vida é cinza e dura, eles devolvem a cor e a leveza para o dia, muita sensibilidade talvez peiguisse quem sabe mas a vida as vezes e tão difícil que é preciso se agarrar a qualquer coisa pra fazer algum sentido pra ver alguma beleza.





"Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo..." -

abril 15, 2010

Sonhos


Preciso de um sonho, de algo novo que eu queira de verdade, algo que faça eu não me importar com o que pensam de mim e de minhas atitudes. Preciso ver mais coisa do que as dores nos pés e os calos em minhas mãos, por mais um dia de trabalho, preciso ver mais que essa competição barata a qual nos metemos todos os dias para ver quem é menos humano do que outro, quem consome mais, quem se importa menos, quem é mais "forte".
Preciso de um horizonte claro e incerto pra me atirar, sabendo que isso é passagem, que isso é história e que essa dor tem razão de ser e se justificará.
Eu quero um sonho possível e difícil, pra me perder.




A utopia está no horizonte: quando caminho dois passos, ela se afasta dois passos; eu caminho dez passos, e ela está dez passos mais longe... pra que serve a utopia? serve para isso, para caminhar.

abril 13, 2010

Da beleza


Relatividade em quesito beleza, eis as palavras de uma quase bonita, mas há muita verdade por de trás disso, há muita verdade quando encontramos gente simplesmente tediosa, bossal e até gente muito legal, inteligente e que não se faz parecer bela.





"Às vezes as pessoas são bonitas, não pela aparência física, nem pelo que dizem, só pelo que são."


abril 12, 2010

Só a mim sera permitido


É difícil conviver com o que pensam os outros de nós, e impossível deixar-lhes saber quem somos realmente e como queremos que jamais alguém saiba de que somos feitos.





"Ah! como a verdade, mesmo aquela com que se convive a vida inteira, mesmo a que é argamassada minuto a minuto no fundo do pensamento, e ensopada de lágrimas ocultas,e umedecida em sangue sacrificado e inútil, como nos parece diferente, como nos surge brutal e cínica, quando revelada por lábios alheios!"

abril 08, 2010

Não vá pensar




E de todas as coisas que já estamos acostumados a ouvir sobre o amor sou mais um cliche de nossa geração, não quero nada alem do que querem meus amigos e meus conhecidos, quero um amor, sim um amor como não se acredita que haja ainda hoje algum parecido.
Estamos acostumados a não mais aceitarmos qualquer dor, estamos acostumados a não nos sentirmos presos a nada que não queiramos mais, mesmo que o que você não queira mais, seja exatamente a pessoa, na qual você criou uma serie de expectativas de como poderia vir a ser um relacionamento entre vocês, no direito isso se chamaria venire contra factum proprio, daria uma bela indenização por uso abusivo do direito, mas na vida de hoje em dia as pessoas podem se dar ao luxo de mudar de ideia muito rapidamente, as ofertas afinal são tantas e como escolher uma só pessoa, pra que?
Eu realmente sou mais uma que leu Caio Fernando Abreu e acha que existe um tipo de amor visceral, mas lembra, ainda que com um pouco de medo, que ele morreu sozinho e lhe doía tanto a vida e o amor, aquele que foi invetado por ele. As vezes fico dias sem o ler , pra não sentir, pra não ter medo de amar daquela forma, tão desmedida, resignada, conformada com as sensação que tal sentimento traz, fico dias no só por hoje e depois sofro uma crise de abstinência da sensibilidade, de fantasia pura, vestida de dura e fria realidade, eu sofro de abstinencia do que há dentro de mim e eu não explico, so sei de uma coisa na verdade, eu quero um amor, cuidado comigo um dia eu encontro.
( Eu estou ouvindo Reação em Cadeia) Eu acho que estou em perigo.






“Todas essas coisas de que falo agora - as particularidades dos dragões, a banalidade das pessoas como eu -, só descobri depois. Aos poucos, na ausência dele, enquanto tentava compreendê-lo. Cada vez menos para que minha compreensão fosse sedutora a ponto de convencê-lo a voltar, e cada vez mais para que essa compreensão ajudasse a mim mesmo a. Não sei dizer. Quando penso desse jeito, enumero proposições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. (...) Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. (...) , repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”