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abril 08, 2010

Não vá pensar




E de todas as coisas que já estamos acostumados a ouvir sobre o amor sou mais um cliche de nossa geração, não quero nada alem do que querem meus amigos e meus conhecidos, quero um amor, sim um amor como não se acredita que haja ainda hoje algum parecido.
Estamos acostumados a não mais aceitarmos qualquer dor, estamos acostumados a não nos sentirmos presos a nada que não queiramos mais, mesmo que o que você não queira mais, seja exatamente a pessoa, na qual você criou uma serie de expectativas de como poderia vir a ser um relacionamento entre vocês, no direito isso se chamaria venire contra factum proprio, daria uma bela indenização por uso abusivo do direito, mas na vida de hoje em dia as pessoas podem se dar ao luxo de mudar de ideia muito rapidamente, as ofertas afinal são tantas e como escolher uma só pessoa, pra que?
Eu realmente sou mais uma que leu Caio Fernando Abreu e acha que existe um tipo de amor visceral, mas lembra, ainda que com um pouco de medo, que ele morreu sozinho e lhe doía tanto a vida e o amor, aquele que foi invetado por ele. As vezes fico dias sem o ler , pra não sentir, pra não ter medo de amar daquela forma, tão desmedida, resignada, conformada com as sensação que tal sentimento traz, fico dias no só por hoje e depois sofro uma crise de abstinência da sensibilidade, de fantasia pura, vestida de dura e fria realidade, eu sofro de abstinencia do que há dentro de mim e eu não explico, so sei de uma coisa na verdade, eu quero um amor, cuidado comigo um dia eu encontro.
( Eu estou ouvindo Reação em Cadeia) Eu acho que estou em perigo.






“Todas essas coisas de que falo agora - as particularidades dos dragões, a banalidade das pessoas como eu -, só descobri depois. Aos poucos, na ausência dele, enquanto tentava compreendê-lo. Cada vez menos para que minha compreensão fosse sedutora a ponto de convencê-lo a voltar, e cada vez mais para que essa compreensão ajudasse a mim mesmo a. Não sei dizer. Quando penso desse jeito, enumero proposições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. (...) Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. (...) , repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

2 comentários:

Leo disse...

Que seja doce!

Doce.

Beijos.

N. Ferrarezi disse...

Então, que seja. Doce.!