Me visitam

junho 20, 2011


"(...) Não posso mais emprestar mistério ao vazio, vida ao oco, esperança ao defunto, saliva ao seco. Não posso mais emprestar meus desejos para que pessoas se tornem desejáveis. E, finalmente, não posso mais inventar amor só para poder falar dele."

Me despedir desse amor que inventei, só pra poder sonhar antes de dormir, me despedir dessa ilusão e dessa, figura criada a tanto tempo que já não existe mais nem nos meus delírios mais insanos, me despedir de você com a voz calma e o coração tranquilo, de forma que você possa ir sem que eu sangre.

Um comentário: