Me visitam

julho 01, 2011


As circunstâncias decidiram que foram de outra maneira: não tornei a vê-la. Não foi ela a quem amei, mais poderia ter sido. E uma das coisas que me tornaram mais cruel o grande amor que em breve eu ia ter, foi, ao lembrar aquela noite, dizer comigo que, se circunstâncias muito simples se houvessem modificado, poderia esse amor dirigir-se a outrem.






E como, eu, poderia controlar tal coisa?
Esse amor que nasce em algum lugar aqui dentro que ainda desconheço, sim aqui dentro, porque sou eu quem abre as portas do grande amor, são meus olhos que enxergam, de outra forma aquele que com toda a certeza, é muito parecido com todos os outros. É em mim que nasce, sou eu que tenho o exato receptor que capta essa onda mesmo que não seja reciproca.

Como posso deixar de amar a outros que enxergam em mim muito mais do que qualquer outro já viu, quem dispensa tempo e atenção, de forma tão delicada a alguém, que não sabe nem medir palavras, que busca longe em qualquer lugar alguma rendição a vida, quando poderia apenas aceitar o amor que se oferece, a vida não é matemática . o que é uma pena.

2 comentários:

Vanessa Souza Moraes disse...

Proust escreveu tudo o que poderíamos ter dito.

LIANA PAULUKA disse...

descobri Proust desta forma no seu blog Vanessa :)