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agosto 16, 2012


Tabacaria

Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas.

Um comentário:

Ingrid Costa disse...

E bem estranho quando li o poema, nao por ser ruim mais é que faz a gente lembrar mt do passado . ^^

baratadearmario.blogspot.com