Me visitam

abril 27, 2026

 Quando penso que a vida pode está meio cinza vem um dente de leão e beija a bunda do meu cachorro, tem beleza em tudo, viver é incrível 

abril 23, 2026

 O outono chegou com força, entramos em touro com toda a sua dureza, ando chorando muito, nao sei explicar o que esta acontecendo, tudo é novo na sensaçoes, acho que antes o corpo nao interferia tanto assim nas minhas emoçoes. Nao acho que ja tenha entrado na perimenopausa, mas sinto que tenho sido guiada por uma confusao hormonal, é meio estranho pensar em uma mulher de meia idade escrevendo blog, mas foi isso que sobrou para nó
s millennials

Hoje esta fazendo um dia cinza, com um tom meio marrom no céu, o verde das arvores é escuro e nao venta, tem um silencio barulhento aqui onde estou, daqui a pouco devo me levantar e me preparar para a rotina de trabalho, seguir como se algo aqui dentro nao estivesse em franco fenecimento, tudo é um estado mental e de espirito, nao há nada de errado na vida ao redor, so os pensamentos ruminando em coisas do passado e um futuro meio morno.

A vida é boa, eu sei, gosto de como as coisas me assombram e tocam, mas existem esses dias de instrospeccao, de cansaço, de desesperança, eles tambem sao bonitos, mas doem. Quando atinjo um nivel elevado de energia eu sei que a queda se aproxima, tento, de forma proxilatica, me antecipar e me conter, besteira, porque a queda é sempre traumatica. Acho que penso muito nas coisas que sinto, sem me deixar tomar totalmente por esses sentimentos, uma vida cheia de controles internos, espectadora da existencia.

fevereiro 18, 2026

 De todas as coisas eu queria pelo menos viver uma das minhas ficções uma vez na vida, eu vivo no campo do platônico, eu aprendi a sobreviver disso, mas as vezes, por um segundo, sinto uma dor indizível pela injustiça de nada disso ser real. Eu crio coisas lindas, mas imaterializaveis, o real não me alcança, não há toque físico, mas a dor é dilacerante. 

Para que eu sinta que estou viva eu vou criando um mundo fictício, eu vivo nele por um período, mas um dia eu acordo e me atiro no chão pra despertar com a dor da inexistência, eu julgo injusta a realidade, mas não sei como transforma-la, eu aceito o que há, me agarro a alguma beleza e sigo fingindo ser como os outros, não que eu seja como os outros, mas simulo.


janeiro 22, 2026

 Voltei ao estado de angustia que deu origem a esse blog, 2008 foi um ano de transformaçao profunda na minha vida, eu entrei na faculdade e o mundo se abriu de tal forma que nunca mais fui a mesma. Eu ainda nao consegui identificar de onde vem minha angustia atual, qual o gatilho, as vezes acho que  pode ser hormonal, mas nao tenho certeza, talvez seja outra troca de pele, o luto pelo que estou deixando pra trás, nao sei, so sei que escrever me ajudar a fingir controle.

Tenho estado triste, um buraco fundo e vazio faz barulho dentro de mim, me sinto muito sozinha e cada vez mais desconfiada de tudo, sei que no fundo ninguem se importa e que a solidao é uma realidade que ja venho superando pela vida a fora, nao e como se me encontrasse em uma situaçao dificil, as vezes penso que pelo contrario, o fato de realizar coisas que apenas tinha sonhado que é que levam a essa sensaçao de perda de esperança.

Estou triste, nao tenho nenhum problema, nao tenho estou correndo nenhum risco, so estou triste, é como se estivesse apenas assistindo as pessoas vivendo suas vidas, sem conseguir participar de nada. Nao consigo sonhar com nada, nao consigo desejar nada, me sinto uma crianca esquecida na creche.

Me angustia pensar que a vida pode ter esse tom pra sempre, essa amargura, nao lembro de ter vivido dessas maneiras outras fases de angustia, antes ficava agitada, tentando resolver, mas hoje nao consigo identificar de onde vem essa dor, o que me jogou nesse buraco do nada, estou escrevendo pra ver se encontro em mim alguma faisca.