Me visitam

julho 17, 2014

Daqueles dias em que tudo que você quer mesmo é ser um móvel no canto da sala, esquecido com uma planta em cima, já seca de água que não lhe oferecem, já seca do sol diário que pega, ja seca de olhos que nunca viram em direção a ela.
Daqueles dias em que  o mofo esta subindo pela sua cabeça, aquele mofo enlouquecedor que dopa todos os seus sentidos, que te permite perder a razão, um mofo alucinógeno. Dias que você não gosta de voltar pra casa do trabalho, aquele trabalho repetitivo no qual o mantra sagrado que te faz levantar de sua cama pela manha é o salario no final de mês, o salario que te faz comprar coisas que você acha que precisa, comer coisas que você acha que são gostosas, ir a lugares que tem pessoas que você acha que são felizes.
Dias cinzas  que poderiam ser românticos não fosse o real impregnado nas sua vida, não fosse  a falta de fé que você tem no amor, não fosse o abismo que você crer ter essa cor.
Daqueles dias que vida te cobra algo que foi vendido pela propaganda televisiva que te ensinou que o que era vida de verdade.Num dia daqueles, de cão, de gato, de gente pasma, paralisada diante abismo convidativo.
Volte pra cama, não enfrente esses dias, Volte pra cama e durma como se não fosse preciso acordar.




Um comentário:

João Trane disse...

Resignação e desejo de ser invisível. Personagens assim quase sempre teimam em aparecer em meus textos.